O Ribeirão do Inferno é um dos marcos mais importantes da engenharia brasileira. Localizado próximo ao distrito de Extração, este afluente do Rio Jequitinhonha foi o palco de uma revolução tecnológica: em 1883, ele recebeu uma das primeiras usinas hidrelétricas do Brasil. Enquanto o mundo ainda descobria as possibilidades da eletricidade, as águas deste ribeirão já eram transformadas em energia para mecanizar o garimpo de diamantes da região, sendo hoje também um local de trilhas e beleza natural. Seu nome dramático vem das grandes enchentes que tornavam suas águas difíceis de atravessar.
O Pioneirismo que Iluminou o Garimpo
A usina instalada no Ribeirão do Inferno, do tipo “fio d’água”, não foi apenas uma das primeiras do país, mas também um projeto de vanguarda mundial para a época. Possuía uma queda bruta de 5 metros e contava com dois dínamos Gramme de 4 e 8 HP, capazes de acionar bombas d’água para o desmonte das rochas nas minas de diamantes. Na época, o projeto era inovador: possuía a maior linha de transmissão do mundo, com 2 km de extensão. Embora a usina tenha sido desativada, sua história representa um marco no desenvolvimento da infraestrutura elétrica no Brasil, revelando como a busca pelas pedras preciosas impulsionou Diamantina a ser pioneira.
Experiência de Visita
O Ribeirão do Inferno atrai visitantes interessados em história, engenharia pioneira e turismo ecológico. A região é parte de rotas de trilhas e oferece contato com a natureza típica do Vale do Jequitinhonha, permitindo contemplação e aprendizado sobre a mineração e o uso da energia hidráulica no século XIX.
Informações para o Visitante
Localização: Próximo ao distrito de Extração – Diamantina/MG.
Distância: Aproximadamente 10 km do centro de Diamantina.
Taxas: Visitação gratuita.
Dicas: Levar água, protetor solar e calçado adequado para trilhas; ideal para passeios educativos e ecológicos.
Mapa:
Estrada Real